domingo, 2 de março de 2014

(sem título)


a ave inclina-se ao sol no topo do telhado
caminha no último raio de sol que se afasta
amorosa na sua silhueta de ave
nos seus passinhos de ave

as aves caminham apenas
já não se ouvem em algazarra

e é a luz desta hora que me enternece o coração
ou algo por detrás e à volta do coração
e quero fazer uma carícia de sol na tua face
quando não estás aqui


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