domingo, 21 de abril de 2013

(sem título)


a areia era translúcida no espelho da água
a pedra de xisto estava parada no chão
o pássaro branco voou da água e para a água
o pássaro castanho abriu as asas em louvor

no negro dos dias
na cinza das horas
os pássaros acendem-se nas planícies
e marcam o sacrifício

ouvem-se as ondas lá em baixo
ouvem-se as ondas cá em cima
no meio o silêncio da rocha



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