domingo, 13 de janeiro de 2013

(sem título)


as portas dos templos abrem-se quando passo
e pedem-me que os santifique
rugem incompreensão e ordem
caos e horror

e eu recuso-me aos homens
e solto-me descalça pelos outeiros
sigo as linhas que vêm de norte
olho para sul na visão das aves
cinzelo-me na contemplação das coisas

absorvo os altares nas árvores
            os retábulos nas ervas
            a hóstia nas rochas
            o vinho na água



1 comentário:

Leda Dylluan disse...

Os deuses que criaram um planeta tão belo como o nosso, não precisam de templos, apenas de paz.
Lindo poema!

peixe num altar